sexta-feira, setembro 22, 2006

texto n. 14 (Martha & Daniel - II)



- Posso te confessar uma coisa? Ela pergunta

- Sim... Ele responde, se preparando mentalmente para o que quer que seja essa tal confissão.

- Quando te conheci achei que você fosse um tipo durão, tal, mas agora vejo que você só é pessimista.

- Durão? Pessimista? Que papo é esse?

- É sim. Você faz o tipo do “meio copo vazio”.

- Meio copo vazio? Esse papo está parecendo àqueles programas de qualidade que dão em empresas.

- Você sempre espera o pior de tudo.

- Apenas não tenho ilusões...

- Isso não é sobre ilusões, é sobre escolher ver o lado positivo ou o lado negativo da vida.

- ah... ok...

- É sério! Tente ver o que está de errado, mas procure achar o lado bom, ou como melhorar.

- Minha querida, isso é fácil. TUDO está errado. A coisa toda já começou errada, e vai terminar assim.

- Eu sou um erro?

- Agora você está levando para outra ótica, não é disso que estou falando...

- Olha pra mim, me responde: eu sou um erro?

- Essa discussão é um erro. Você é perfeita. Dando um beijo para ver se acalma a fera e acaba esse papo.

- Você não vai se safar assim tão rápido.

- Meu amor, o que eu quero dizer é que o melhor é não ter ilusões sobre a vida, sobre as pessoas ou o que quer que seja. Se você já começa com a opinião de que a coisa é errada ou ruim, se for boa é um adianto! Que bom se eu me enganasse o tempo todo! Seria tudo perfeito!

- Então, eu sou um engano. Um engano que ficou “perfeita”, como você disse.

- Isso é você quem está dizendo... Minha mensagem é “sem ilusões”, apenas isso. Tome do jeito que quiser.

- Sabe o que eu acho? Não acho que você é um pessimista. Você é apenas um idiota! Levanta da cama, veste o roupão e sai do quarto.

- Puta merda... Já vi esse filme... Desliga a TV e vira pro lado.

quinta-feira, setembro 14, 2006

texto n. 13



O céu nunca esteve tão estrelado.

Uma noite de verão, os dois estavam deitados na areia da praia.
Ele descobrindo o prazer desajeitado entre as pernas dela.
Tudo era tão diferente do que havia pensado.
Ela o tranqüiliza e não reclama da qualidade duvidosa do sexo improvisado.
Ele depois faz a óbvia confissão:
- Como foi a sua primeira vez com um virgem?
- Foi bom.
- (felicidade excitada)
- Na verdade não tenho muita experiência também. Você foi meu segundo (mentira necessária).
- Sério? Como foi a sua primeira vez?
- Nem lembro muito bem... Estava bêbada em uma festa e acabou acontecendo com um cara que conhecia. Nada íntimo. Nada especial como agora.
- Vamos naquela barraca?
- Fazer o que?
- Dar uma volta. Está uma noite linda, e lá não tem risco de aparecer alguém para estragar.
- Ok!

Juntos vão para uma barraca de beira de praia, vazia nessa hora da noite.

- É verdade que sou o segundo? Pergunta ele.
- Sim.
- Sei que não deve ter sido muito bom – estava nervoso.
- Foi ótimo!
- O que acha de uma “segunda chance”?
- Vem cá...

O céu nunca esteve tão estrelado.



sábado, setembro 09, 2006

texto n. 12 (Roger & Felipe)

TRIIIIMMMMMM

- Alô, pai?

- hum... quem?

- Sou eu, Roger.

- O que foi filho? Por que você está ligando às 4 da manhã? O que aconteceu?

- Nada pai. Quero o telefone do Felipe, mas não estou conseguindo achar, podes me passar?

- Filho, o que está acontecendo?

- Nada pai, nada. Só preciso do telefone do Felipe. Simples.

- O que queres com teu irmão? O que está acontecendo.

- Negócio entre a gente. Nada importante. Podes me passar o telefone dele, ou é difícil?

- Você está bêbado! O que está acontecendo?

- NADA, nada. Só liguei porque perdi minha agenda.

- Você não tem o telefone do seu próprio irmão no celular?

- Perdi ele também...

- Perdeu como? O que está acontecendo?

- Ai pai, deixa de ser chato. Estou ligando apenas para pegar uma porra de número de telefone, não para responder questionário.

- Olha boca seu moleque! Respeito!

- Você não vai dar então? Vou ter que acordar toda a família para pegar um simples número. É isso?

- Olha, você não tem o direito de me acordar às 4 da manhã e exigir qualquer coisa!

- Ok, desculpa. Mas preciso desse número. Podes me passar – por favor, misericórdia, mil desculpas, perdão senhor!

- Você está bêbado! O que está acontecendo? Vou ai!

- Não não não, não estou em casa. Nada aconteceu, está tudo ok. Só quero apenas um número de telefone. Podes me dar? Por favor?

- Ok, vou te dar – mas esse assunto não vai acabar aqui. O número é XXXXXX.

- Obrigado. Muito obrigado.

- Domingo a gente se fala, no batizado da tua sobrinha.

- Claro, claro. Boa noite e desculpa.

CLICK

TRIIIIMMMMMM

- Alô?!

- Felipe? Sou eu - Roger.

- O que foi porra? São 4 e meia da manhã – caralho!

- Só estou te ligando para dizer que gosto de ti pra caralho.

- ... olha...

- É verdade. Sabes que és faixa pra caralho!

- Beleza, legal. Fico comovido com a sinceridade inconveniente. Mais alguma coisa?

- Não...

- Então, boa noite Roger – vê se deixa eu dormir agora.

- Beleza... Nos vemos no batizado.

- Até domingo.

CLICK


quinta-feira, setembro 07, 2006

texto n. x+11 (Martha & Daniel - I)

- “Você acha que existe vida pós-morte?” Ela pergunta.

- “Sei lá” - respondo rápido, querendo encerrar esse tema o mais rápido possível.

- Como "sei lá"? Você não acredita em nada, nem em deus?

- Não sei, na verdade não me importo com isso.

- Você TEM que acreditar em algo! Senão a vida é sem sentido.

- Para mim sentido é ter comida e bebida na geladeira. Sem sermão – sem pecado.

- Você é um idiota!

- Pode ser, mas sou um idiota que não se preocupa com isso.

- Você está me testando. Sabe que sou religiosa...

- ...

- Eu acredito que se você não acredita em nada, não tem imagem nenhuma, quando morrer vai ver um nada. Insiste ela.

- Ha! Agora você está falando que eu devo acreditar num velhinho sentado na cadeira, me esperando para me iluminar?

- Não! Não seja ridículo! Só acho que você deveria levar a sério isso.

- Ok... (não to a fim de prolongar esse assunto de qualquer maneira, então o melhor é concordar e ponto final)

- Fala a verdade, você não é ateu, certo?

- (Tem gente que não desiste fácil...) Olha, se um dia deus aparecer para mim, que apareça em forma de comida enlatada – que é a coisa que mais gosto que saiu dos “filhos” dele. Nada de corneta, bater de asas, efeitos pirotécnicos. Uma lata – de preferência com uma oferenda junto, de outras comidas enlatadas como feijão, milho, sopa, etc. Isso me faria feliz! (hum... que fome que bateu agora...)

- Babaca! Diz ela, me dando as costas na cama.

Mais uma noite sem sexo...


quarta-feira, setembro 06, 2006

Solucao para o desemprego

Ontem a noite eu fui a um bar chamado Taktlos com uns amigos alemaes, pra comemorar a formatura de um deles. Era um povo engracado, dois doutorandos em alguma coisa ligada a agricultura, cinco mestrandos em computacao e um advogado. Conversa vai, conversa vem, um deles comeca a falar do trabalho de doutorado dele. Ele tah estudando um maluco japones que tem a teoria do "nix tun" pra plantar. Traduzindo, deve-se plantar a semente e "nao fazer" nada. Espera crescer, rega e tals, mas sem aditivos, maquina é proibido, deixa a natureza agir. Parece que o resultado eh "permakultur", ou seja, pode-se no mesmo terreno plantar permanentemente, o contrario das culturas extensivas que detonam o solo.
Bom, vamos ao ponto. Essa conversa degringolou pra economia, obviamente, pois quem disse que essa nix tun vai escalar? Entao comecamos a discutir desemprego, o que fazer com todas as pessoas do mundo, pois parece que simplemente nao tem trabalho pra todo mundo. Agora os empregos que exigem menos raciocinio, que sao mais manuais, estao saindo da alemanha pra polonia. Da polonia, comeca a ir pra ucrania. Isso sem contar a china. Ou seja, uma hora aqui nao vai ter ninguem trabalhando, mas tambem nao vao ganhar dinheiro suficiente pra poder comprar o que os chineses tao produzindo.
Resumindo, a produtividade humana, em conjunto com as maquinas, chegou a um ponto, onde a gente consegue com pouca gente produzir um monte. E nao precisa que tanta gente trabalhe. É claro que o que acontece hoje, é que um monte de gente fica desempregada.
Entao um dos caras soltou uma teoria no mínimo engracada. A solucao eh "proibir mulher de trabalhar". Simples assim. Pois eh, o cara diz que se nenhuma mulher trabalhar, se elas ficarem em casa, cuidando da comida, tranquilas, fazendo o que quiserem, jah tiramos de uma tacada soh 50% dos trabalhadores do mercado. Assim, nao tem desemprego! Eh claro que isso vai de contra com as teorias da ONU, como pode ser visto aqui. Mas quem disse que a ONU tah certa? A gente vive seguindo o que a ONU diz e estamos onde estamos. Alem disso, eu acho essa teoria errada. O certo é somente um do casal trabalhar. Assim eu posso ficar em casa de boa ;-)
Pensem nisso.
Abracos,
Bart

terça-feira, setembro 05, 2006

texto n° x+10

Onde foi parar a criatividade dos filmes pornô? Todos que vejo seguem o mesmo velho e massante roteiro: oral – vaginal – anal – facial humiliation. Sempre o mesmo esquema...

Antigamente tinha Cicciolina e algumas outras demências européias. A galera era mais escrota, mais peluda, mais verdadeira (até onde isso dá para aplicar nesse gênero). Hoje é todo mundo bombado e depilado, seguindo o mesmo roteiro.

Está na hora de inovar esse ramo. Usar naves espaciais, mulheres exóticas, caras estranhos, papai Noel, Jesus e seus 12 apóstolos em Sodoma e Gomorra, por que não?

Estão perdendo dinheiro ou eu sou muito otário mesmo...


Solução para o Brasil

O Dahmer deu a letra:

segunda-feira, setembro 04, 2006

domingo, setembro 03, 2006

Semáforo


apenas uma noite prosaica...




texto n° x+8 / x+9

Nunca gostei de formalidades. Principalmente em eventos. Bailes de Formatura???? Nem a pau!

Meu guarda roupa é dividido mais ou menos em “usáveis” e “não-usáveis”, a segunda categoria é só para dormir mesmo.

Sempre achei que roupa é para usar, no seu sentido literal. Senta no chão e não enche o saco.

Tem gente que quase chora se a “roupa nova” sujou.

É normal passar alguns dias usando a mesma camiseta. Durmo, acordo, durmo e acordo com a mesma roupa. Claro que isso depende diretamente se tomo banho, ou não.

Como não faço atividades físicas, normalmente tomo banho um dia sim e outro não. Claro que há exceções em ambas regras.


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Pior que Baile de Formatura é Festa de 15 anos. Se um dia eu tiver uma filha, e ela me pedir uma festa de 15 anos, seria uma decepção grande.

Acho que todo pai deveria se preocupar se o filho é um idiota, ou não.

Hum... Pensando melhor, não sei qual dos dois é pior. Acho que volto meu voto e escolho Baile de Formatura, pois é feito por gente mais velha do que 15 anos.

É “A” chance de um bando de retardados caipiras usar terno e gravata uma vez por ano. E normalmente no verão – pelo menos no Brasil.

Ficam suando que nem porcos, tomando – também uma vez por ano – whisky. Todos abraçados com o “júnior” – o formando.

O mais patético é ficar lutando para conseguir um convite de entrada. Tem gente que fica – de terno e gravata – na porta do clube, mendigando um convite que tenha sobrado dos “eleitos” – convidados.

Pau no cú do júnior.

Entrevista com Charles Bukowski



Achei essa entrevista em uma comunidade no orkut e compartilho aqui


Sean Penn - Charles Bukowski: dez anos passados desde a morte do escritor (09/03/1994), reproduzimos uma célebre entrevista feita pelo ator Sean Penn. O encontro ocorreu em 1987, quando o ator estava em Los Angeles para protagonizar Barfly, um filme-biografia sobre a vida de Bukowski, que ultrapassou em muito o território da literatura. Na última hora, porém, Sean perdeu o papel que foi entregue a Mickey Rourke. A entrevista se manteve e tornou-se memorável. Por razões de edição, a intervenção de Sean Penn concentra-se em escolher assuntos, pontos, questões que Charles Bukowski enfrenta como sempre: debochadamente, desbocadamente, cinicamente e... apaixonadamente, como era do feito daquele último beatnik, primeiro punk, amante das mulheres, das corridas e proprietário de frases e pensamentos sem freios.

BARES:
“Eu não vou muito a bares. Tirei isso do meu sistema. Hoje, quando entro num bar, sinto náuseas. Freqüentei muito, enche o saco. Os bares servem para quando somos jovens e queremos brigar, dar uma de macho, arrumar umas mulheres. Na minha idade, eu não preciso mais dessas coisas. Agora só entro nos bares para urinar. Às vezes, entro e já começo a vomitar”.

ÁLCOOL:
“O álcool é provavelmente uma das melhores coisas que chegaram à Terra, além de mim. Nos entendemos bem. É destrutivo para a maioria das pessoas, mas eu sou um caso à parte. Faço todo o meu trabalho criativo quando estou intoxicado. O álcool, inclusive, me ajudou muito com as mulheres. Sempre fui reticente durante o sexo, e ele me permitiu ser mais livre na cama. É uma liberação porque basicamente eu sou uma pessoa tímida e introvertida, e ele me permite ser este herói que atravessa o espaço e o tempo, fazendo uma porção de coisas atrevidas... O álcool gosta de mim.”

FUMAR:
“O cigarro e o álcool se equilibram. Certa vez, ao despertar de uma embriaguês, notei que havia fumado tanto que minhas mãos estavam amarelas, quase marrons, como se eu tivesse colocado luvas. E passei a reclamar: ‘Droga! Como estarão os meus pulmões?’”

BRIGAR:
“A melhor sensação é quando você acerta um sujeito que todo mundo acha impossível. Certa ocasião enfrentei um cara que estava me xingando. Falei pra ele: ‘Tudo bem, venha’. Não tive problema – ganhei a briga facilmente. Caído no chão, com o nariz ensangüentado, ele falou: ‘Jesus, você se move tão lentamente que pensei que seria fácil. Mas quando começou a briga, eu não conseguia nem ver as tuas mãos. O que aconteceu?’. Respondi: ‘Não sei, cara. As coisas são assim. Um homem se prepara para o dia que precisa’.”

GATOS:
“É bom ter um monte de gatos em volta. Se você está mal, basta olhar pra eles e fica melhor, porque eles sabem que as coisas são como são. Não tem porque se entusiasmar com a vida, e eles sabem. Por isso, são salvadores. Quantos mais gatos um sujeito tiver, mais tempo viverá. Se você tem cem gatos, viverá dez vezes mais que se tivesse dez. Um dia, isso será descoberto: as pessoas terão mil gatos e viverão para sempre.”

MULHERES, SEXO:
“Eu as chamo de máquinas de queixas. As coisas entre elas e os homens nunca estão bem para elas. E quando vêm com essa histeria... Ah, eu tenho que sair, pegar o carro, ir embora para qualquer lugar. Tomar café em algum canto, fazer qualquer coisa, menos encontrar outra mulher. Acho que elas são feitas de maneira diferente, não? Quando a histeria começa, o cara tem de ir embora e elas não entendem porque. ‘Onde vai?’, gritam. ‘Vou à m..., querida!’. Pensam que sou um misógino, mas não é verdade. É fofoca. Ouvem por aí que Bukowski é ‘um porco chauvinista’, mas não vêm de onde partiu o comentário. Verdade! Às vezes, eu pinto uma má imagem das mulheres nos meus contos, e faço a mesma coisa com os homens. Até eu me ferro nesses escritos. Se realmente não gostar de uma coisa, digo que é ruim, seja homem, mulher, criança ou cachorro. As mulheres são tão encanadas que pensam que são meu alvo especial. Esse é o problema delas.”

PRIMEIRA VEZ:
“Minha primeira vez foi insólita. Não sabia como fazer, e ela me ensinou todas essas coisas de sacanagem. Lembro que ela dizia: ‘Hank, você é um bom escritor, mas não sabe nada sobre as mulheres.’ ‘O que você está dizendo? Eu já estive com uma porção de mulheres.’ ‘Não, não sabe nada. Vou te ensinar algumas coisas.’ Concordei. Depois, e ela disse: ‘Você é bom aluno, entende rápido’. [Bukowski faz cara de envergonhado. Não pelos detalhes, mas pelo sentimento da lembrança.] Mas esse assunto de ... Eu gosto de servir a mulher, mas isso tudo tá tão exagerado! O sexo só é bom quando você não o faz.”

ESCREVER:
“Escrevi um conto a partir do ponto de vista de um violentador de uma menininha. E as pessoas passaram a me acusar. Diziam: ‘Você gosta de violentar criancinhas?’. Eu disse: ‘Claro que não. Estou fotografando a vida’. De repente, estava envolvido com uma porrada de problemas. Por outro lado, os problemas vendem livros. Em última instância, eu escrevo para mim. [Bukowski dá uma longa tragada em seu cigarro.] É assim. A tragada é para mim, a cinza é para o cinzeiro. Isto é publicar. Nunca escrevo de dia porque é como ir pelado a um supermercado - todos te podem ver. À noite é quando saem os truques da manga... E vem a magia.”

POESIA:
“Faz séculos que a poesia é quase um lixo total, uma farsa. Tivemos grandes poetas, entenda bem. Existiu um poeta chinês chamado Li Po que tinha a capacidade de colocar mais sentimento, realismo e paixão em quatro ou cinco simples linhas que a maioria dos poetas em suas doce ou treze páginas de m... Li Po bebia vinho também e costumava queimar seus poemas, navegar pelo rio e beber vinho. Os imperadores o amavam porque entendiam o que ele dizia. Lógico que ele só queimou os maus poemas. O que eu quis fazer, desculpem, é incorporar o ponto de vista dos operários sobre a vida... Os gritos de suas esposas que os esperam quando voltam do trabalho. As realidades básicas da existência do homem comum... Algo que poucas vezes se menciona na poesia há muito tempo.”

SHAKESPEARE:
“É ilegível e está demasiadamente valorizado. Só que as pessoas não querem ouvir isso. Ninguém pode atacar templos. Shakespeare foi fixado à mente das pessoas ao longo dos séculos. Você pode dizer que fulano é um péssimo ator, mas não pode dizer que Shakespeare é uma m... Quando alguma coisa dura muito tempo, os esnobes começam a se agarrar a ela como pás de um ventilador. Quando os esnobes sentem que algo é seguro, se apegam. E se você lhes disser a verdade, eles se transformam em bichos. Não suportam a negação. É como atacar o seu próprio processo de pensamento. Esses caras me enchem o saco.”

HUMOR E MORTE:
“Para mim, o último grande humorista foi um cara chamado James Thurber. Seu humor era tão real que as pessoas gritavam de rir, como numa liberação frenética. Eu tenho um ‘fio cômico’ e estou ligado a ele. Quase tudo o que acontece é ridículo. Defecamos todos os dias - isso é ridículo, não? Temos que continuar urinando, pondo comida em nossas bocas, sai cera de nossos ouvidos... As tetas, por exemplo, não servem para nada, exceto...”.

NÓS:
“A verdade é que somos umas monstruosidades. Se pudéssemos nos ver de verdade, saberíamos como somos ridículos com nossos intestinos retorcidos pelos quais deslizam lentamente as fezes... enquanto nos olhamos nos olhos e dizemos: ‘Te amo’. Fazemos e produzimos uma porção de porcarias, mas não peidamos perto de uma pessoa. Tudo tem um fio cômico.”

GANHAR:
“E depois de tudo, morremos. Mas a morte não nos ganhou. Ela não mostrou nenhuma credencial; nós é que nos apresentamos com tudo. Com o nascimento, ganhamos a vida? Não, verdadeiramente, mas a f.da p. da morte nos sufoca... A morte me provoca ressentimento, a vida também, e muito mais estar pressionado entre as duas. Você sabe quantas vezes eu tentei o suicídio? Me dá um tempo, tenho só 66 anos. Quando alguém tem tendências suicidas, nada o incomoda, exceto perder nas corridas de cavalos.”

AS CORRIDAS: “Durante um tempo quis ganhar a vida com as corridas de cavalos. É doloroso, vigoroso. Tudo está no limite, o dinheiro do aluguel, tudo. É preciso ter cuidado. Uma vez, eu estava sentado numa curva, haviam doze cavalos na disputa, todos amontoados. Parecia um grande ataque. Tudo o que eu via era essas grandes traseiras de cavalos subindo e descendo... Pareciam selvagens. Pensei: ‘Isso é uma loucura total’. Mas tem outros dias em que você ganha 400 ou 500 dólares, ganha oito ou nove corridas, e se sente Deus, como se soubesse tudo.”

AS PESSOAS:
“Não olho muito as pessoas. É perturbador. Dizem que se você olha muito para uma outra pessoa acaba ficando parecido com ela. Pobre Linda! Na maioria das vezes eu posso passar sem as pessoas. Elas me esvaziam e eu não respeito ninguém. Tenho problemas nesse sentido. Estou mentindo, mas, creia-me: é verdade.”

A FAMA:
”É uma cadela, é a maior destruidora de todos os tempos. A fama é terrível, é uma medida numa escala do denominador comum que sempre trabalha num nível baixo. Não tem valor nenhum. Uma audiência seleta é muito melhor.”

SOLIDÃO:
”Nunca me senti só. Durante um tempo fiquei numa casa, deprimido, com vontade de me suicidar, mas nunca pensei que uma pessoa podia entrar na casa e curar-me. Nem várias pessoas. A solidão não é coisa que me incomoda porque sempre tive esse terrível desejo de estar só. Sinto solidão quando estou numa festa ou num estádio cheio de gente. Cito uma frase de Ibsen: ‘Os homens mais fortes são os mais solitários’. Viu como pensa a maioria: ‘Pessoal, é noite de sexta, o que vamos fazer? Ficar aqui sentados?’. Eu respondo sim porque não tem nada lá fora. É estupidez. Gente estúpida misturada com gente estúpida. Que se estupidifiquem eles, entre eles. Nunca tive a ansiedade de cair na noite. Me escondia nos bares porque não queria me ocultar em fábricas. Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar.”

TEMPO LIVRE:
“É muito importante e temos que parar por completo, não fazer nada por longos períodos para não perdê-los inteiramente. Ficar na cama olhando o teto. Quem faz isso nesta sociedade moderna? Pouquíssimas pessoas. Por isso é que a maioria está louca, frustrada, enojada e com ódio. Antes de me casar, ou de conhecer muitas mulheres, eu baixava as cortinas e me punha na cama por três ou quatro dias. Levantava só para ir ao banheiro e comer uma lata de feijão. Depôs me vestia e saía à rua. O sol brilhava e os sons eram maravilhosos. Me sentia poderoso como uma bateria recarregada.”

BELEZA: “A beleza não existe, especialmente num rosto humano – ali está apenas o que chamamos fisionomia. Tudo é um imaginado, matemático, um conjunto de traços. Por exemplo, se o nariz não sobressai muito, se as costas estão bem, se as orelhas não são demasiadamente grandes, se o cabelo não é muito comprido. Esse é um olhar generalizante. A verdadeira beleza vem da personalidade e nada tem a ver com a forma das sobrancelhas. Me falam de mulheres que são lindas... Quando as vejo, é como olhar um prato de sopa.”

FIDELIDADE:
“Não existe. Há algo chamado deformidade, mas a simples fidelidade não existe.”

IMPRENSA:
“Aproveito as coisas más que dizem sobre mim para aumentar a venda de livros e me sentir malvado. Não gosto de me sentir bem porque sou bom. Mas, mau? Sim, me dá outra dimensão. Gosto de ser atacado. ‘Bukowski é desagradável!’ Isso me faz rir, gosto. ‘É um escritor desastroso!’ Rio mais ainda. Mas quando um cara me diz que estão dando um texto meu como material de leitura numa universidade, fico espantado. Não sei, me assusta ser muito aceito. Parece que fiz alguma coisa errada.”

O DEDO:
[Ergue o dedo mínimo de sua mão esquerda] “Você viu alguma vez este dedo? [O dedo parece paralisado em forma de “L”]. Quebrei uma noite, bêbado. Não sei porque, ele nunca voltou ao normal. Mas funciona bem para a letra ‘a’ da máquina de escrever, e - que mistério! – acrescenta coisas aos meus personagens.”

VALENTIA:
“Falta imaginação à maioria das pessoas supostamente valentes. É como se não pudessem conceber o que aconteceria se alguma coisa saísse mal. Os verdadeiros valentes vencem a sua imaginação e fazem o que devem fazer.”

MEDO:
“Não sei nada sobre isso.” [Ri]

VIOLÊNCIA:
“Acho que, na maioria das vezes, a violência é mal interpretada. Faz falta uma certa violência. Existe em nós uma energia que precisa ser liberada. Se ela for contida, ficamos loucos. Às vezes, chamam de violência à expulsão da energia com honra. Existe loucura interessante e loucura desagradável; há boas e más formas de violência. Sei que é um termo vago, mas ela fica bem se não acontecer às custas dos outros.”

DOR FÍSICA:
“Com o tempo, o cara se endurece e agüenta. Quando eu estava no Hospital Geral, um cara entrou e disse: ‘Nunca vi ninguém agüentar a agulha com tanta frieza’. Ora, isso não é valentia. Se o sujeito agüenta, alguém cede. É um processo, um ajuste. Mas não existe maneira de se acostumar com a dor mental. Fico longe dela.”

PSIQUIATRIA:
“O que conseguem os pacientes psiquiátricos? Uma conta. Creio que o problema entre um psiquiatra e seu paciente é que o psiquiatra atua de acordo com o livro, ainda que o paciente chegue pelo que a vida lhe fez. E mesmo que o livro possa ter certa astúcia, as páginas sempre são as mesmas e cada paciente é diferente. Existem muito mais problemas individuais que páginas. Tem muita gente louca para resolvê-los, dizendo: ‘São tantos dólares por hora e quando a campainha tocar a sessão estará terminada’. Isso só pode levar um cara um pouco louco à loucura total. Quando as pessoas começam a se abrir e sentir bem, o psiquiatra diz: ‘Enfermeira, marque a próxima consulta’. O cara tá aí para sugar, não para curar. Quer o teu dinheiro. Quando toca a campainha, que entre o louco seguinte. Aí o louco sensível vai perceber que quando toca a campainha, é sinal que o f... Não existem limites de tempo para curar a loucura. Muitos psiquiatras que vi parecem estar no limite deles mesmos, mas estão bem acomodados. Ah, os psiquiatras são totalmente inúteis. Próxima pergunta...”

FÉ:
“Tudo bem que as pessoas a tenham, mas não me venham enfiar isso na cabeça. Tenho mais fé no encanador que no Ser Eterno.”

CINISMO:
“Me chamaram sempre de cínico. Creio que o cinismo é uma uva amarga, uma debilidade. É dizer: ‘Tudo está uma m... Isso não tá bom, aquilo tá ruim’. O cinismo é a debilidade que evita que nos ajustemos ao que acontece no momento. O otimismo também é uma debilidade: ‘O sol brilha, os pássaros cantam, sorria.’ Isso é uma m... igual. A verdade está em algum ponto entre os dois. O que é, é. Se você não está disposto a suportar a verdade, dane-se!”

MORALIDADE CONVENCIONAL:
“Pode ser que não exista o inferno, mas os que julgam podem perfeitamente criá-lo. As pessoas estão muito domesticadas. O cara tem que ver o que acontece e como vai reagir. Vou usar um termo estranho aqui: o bem. Não sei de onde vem, mas sinto que existe um componente de bondade em cada um de nós. Não acredito em Deus, mas creio nessa ‘bondade’ como um tubo que está dentro de nossos corpos e que pode ser alimentada. Ela é sempre mágica quando, por exemplo, numa estrada sobrecarregada de automóveis, um estranho te oferece lugar para mudar de mão.”

SOBRE SER ENTREVISTADO:
“É vergonhoso e, por isso, nem sempre digo toda a verdade. Gosto de brincar e mentir um pouco. Daí que dou informações falsas só pelo gosto de distrair. Se quiserem saber alguma coisa de mim, não leiam uma entrevista. Ignorem esta, também”.

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Na verdade essa entrevista é mais longa em inglês. Aqui vai o link:
http://bukowski.net/poems/int2.php


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quarta-feira, agosto 30, 2006

Shirley

Acaba de sair do forno o mais novo especial do "Pagando O Pato": Shirley!

Uma história sobre geracoes, traicao e que definitivamente irá mudar a vida do Pato Cabeço!

Confira no link:




ps: usei uma nova técnica para fazer essa história.
Menos vetor e mais "munheca" - espero que gostem!


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segunda-feira, agosto 28, 2006

ENQUETE (Pagando O Pato)

A partir de um tópico no orkut surgiu a idéia de fazer uma enquete para saber quais as preferências dos leitores em relacao aos personagens.

Selecionei os personagens que considero mais pernitentes. Caso tenha deixado algum de fora é só falar que incluo na pesquisa.





(respostas no orkut, ou nos comentários)

segunda-feira, agosto 21, 2006

domingo, agosto 20, 2006

texto n° x+7

Não gosto de gente que não bebe. Digo, não é que odeie ou despreze, nada disso. Apenas não boto fé. A pessoa vem, você fica enchendo a carinha, e ela tomando refrigerante ou aguinha te olhando com aquela cara.

Pior são os “enrustidos”, dizem que não bebem, nunca trazem nada, mas sempre provam a vontade o seu bar.

Eu gosto de beber – e bastante! Sou um pouco compulsivo. Quando começo gosto de ficar bebendo até a hora de dormir. Tudo na boa, claro, sem vexames. Acabar a bebida antes da noite terminar é como um coito interrompido. Fica o sentimento de vazio.

Isso é longe de ser uma apologia ao álcool. Mas convenhamos, sem birita as pessoas são insuportáveis. Eu mesmo o sou.

quinta-feira, agosto 17, 2006

texto n° x+6

Sou péssimo para dias da semana e datas... Nunca sei em que dia estou. Para mim a única diferença entre um dia de semana e um feriado é o horário do comércio.

Estava vivendo uma quinta-feira bem calminha, preparando para o fim-de-semana e veio meu colega dizer que era sexta-feira. Agora virou uma sexta patética.

Fui obrigado a recorrer ao velho vinho amigo para salvar o que puder dessa noite.

Vagas para o Blog da Villa






É issoae mesmo! Estamos abrindo vagas para quem quiser escrever aqui no Blog da Villa do Teto Amarelo.

Quem estiver interessado é só entrar em contato! Procrastinacao Total!!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Harrowdown Hill

(Thom Yorke - download)

Don't walk the plank like I do
You will dispensed with, when you've become
Inconvenient

Up on Harrowdown Hill, Where you used to go school
That's where I - That's where I'm lying now
Did I fall or was I pushed? Did I fall or was I pushed?
And where's the blood? Where's the blood?
But I'm coming home, I'm coming home to make it alright so dry your eyes
We think the same things at the same time, we just can't do anything about it
We think the same things at the same time, we just can't do anything about it

So don't ask me, ask the Ministry
Don't ask me, ask the Ministry
We think the same things at the same time, there are so many of us so you can't count
We think the same things at the same time, there are so many of us so you can't count

Can you see me when I'm running? Can you see me when I'm running?
Away from them, Away from them
I can't take the pressure, No one cares if you live or die
They just want me gone, they want me gone
But I'm coming home, I'm coming home to make it alright so dry your eyes
We think the same things at the same time, we just can't do anything about it
We think the same things at the same time, there are too many of us so you can't; there are too many of us so you can't count

It was a slippery slippery slippery slope
It was a slippery slippery slippery slope
I feel me slipping in and out of consciousness
I feel me slipping in and out of consciousness
I feel me

Bodies

(Smashing Pumpkins - download)

Cast the pearls aside, of a simple life of need
Come into my life forever
The crumubled cities stand as known
Of the sights you have been shown
Of the hurt you call your own

Love is suicide
Love is suicide
Love is suicide
Love is suicide

The empty bodies stand at rest
Casualties of their own flesh
Afflicted by their dispossession

But no bodies ever knew
Nobodys
No bodies felt like you
Nobodys

Love is suicide
Love is suicide
Love is suicide
Love is ...
(deny, decide, destroy, disobey, disguise)

Now we drive the night, to the ironies of peace
You cant help deny forever
The tragedies reside in you
The secret sights hide in you
The lonely nights divide you in two

All my blisters now revealed
In the darkness of my dreams
In the spaces in between us

But no bodies ever knew
Nobodys
No bodies felt like you
Nobodys

But no bodies ever knew
Nobodys
No bodies felt like you
Nobodys

Love is suicide
Love is suicide
Love is suicide
Love is suicide

terça-feira, agosto 15, 2006

texto n° x+5

(mais um dos meus arquivos)

É engraçado como a morte mexe momentaneamente com as pessoas. Digo momentaneamente, porque depois ninguém quer mais saber.

No enterro as pessoas se abraçam, choram, pedem desculpas, resolvem problemas pendentes.

Passa um mês e já está a mesma merda de novo. Um falando mal do outro, arrependimento de ter se arrependido, e por ai vai. E olha que já morreu gente na minha família.

O pior são parentes e pessoas que nunca vi na vida, vindo me abraçar e prestar condolências. Tem gente que fica até com aquele tipo de olho “vidrado”. Faz parte do show.

Uma vez teve uma tia que morreu e fomos todos lá para o ritual funerário. Estava muito quente no dia, era verão. Fazia tempo que não visitava a cidade, e reparei que o cemitério deu uma modernizada. O carrinho para carregar o caixão estava motorizado, e do lado da capela do velório tinha uma espécie de mini-bar, com refrigerantes, cervejas, chips, chocolates, etc. Meu primo teve a brilhante idéia de tomar uma cerveja gelada para rebater o calor. Topei claro. Quando começamos a beber, a galera velha (leia-se essa galera que nunca vi na vida) começou a olhar com uma cara muito feia pra gente. Porra, NÓS éramos a família, não essa gente.

Mas tudo bem, sei que a morte é polêmica para os católicos. Falei “vamos pegar mais duas e beber atrás da capela”. Ledo engano, atrás parecia que tinha mais gente ainda. Como a falecida tia era membro atuante da igreja católica local, o ritual parecia um concurso para saber quem sabia mais músicas de igreja.

Claro que o hit continua sendo “segura na mão de Deus”.

texto n° x+4

Por que será que todo mundo que consegue fazer uma riminha já se auto-intitula poeta?

Diariamente vejo muitos “poetas”, todos nos chavões dionisíacos de sempre.

Outro dia descobri que um conhecido meu da faculdade, desses que levam mais de 9 anos para se formar, sendo agraciado com o título de POETA.

Salve o poeta!

Eu não sou poeta. Eu não sou escritor.

Considero-me desenhista – e mesmo assim há controvérsias.
Mas poeta???? Dá um tempo.

Todo mundo é poeta. Todo mundo é artista.

Só eu que sou um fudido...

Individualismo

(vai um Malvados de sempre:)

Ressaca


sexta-feira, agosto 04, 2006

quinta-feira, agosto 03, 2006

Paralyzed

Faz tempo que não escrevo. Fim de semana passado tentei escrever, mas acabei tendo coisas mais importantes pra fazer. Então antes de fazer o post do B&S, que devo a meses, vou desenferrujar os dedos com uma coisa mais fácil.
Essa música que vou colocar aqui eu não ouvia desde 1999, eu acho. Me lembra muito o primeiro ano de faculdade, quando saía com a galera de Jaguariúna. É claro que ninguém lá gostava das músicas que eu gosto, mas de qualquer forma, foi a época em que comprei esse cd e ouvia direto. Desde então aconteceu tanta coisa, tudo mudou, mas a música continua boa. Ai vai, The Cardigans.
[]s
Bart

Paralyzed
This is where your sanity gives in
And love begins
Never lose your grip
Don't trip
Don't fall
You'll lose it all
The sweetest way to die
It lies inside
You can not hide
It's the meanest fire
Oh, it's a strange desire
You can not lie
That's a needless fight

This is where your sanity gives in
And love begins
Never lose your grip
Don't trip
Don't fall
You'll lose it all
The sweetest way to die

When your blood runs dry
You're paralyzed
It will eat your mind
Did you hold it back
It comes to you in slow attacks
It's the meanest fire

This is where your sanity gives in
And love begins
Never lose your grip
Don't trip
Don't fall
You'll lose it all

This is where your sanity gives in
And love begins
Never lose your grip
Don't trip
Don't fall
You'll lose it all

This is where your sanity gives in
And love begins
Never lose your grip
Don't trip
Don't fall
You'll lose it all

The sweetest way to die

sábado, julho 29, 2006

Presentinhos


Esse quadro faz parte do presente que recebi hoje pelo correio. Uma supresa agradável!
Tinha pedido um velho livro do Bukowski que estava no Brasil, e quando abro a caixa encontro 3 livros do velho safado, com mais dois Hagar de brinde!

Muito Obrigado Aldinha!!

Peguei uma breve descricao de cada livro, no próprio site da editora. Vou colocar aqui para matar a curiosidade, e quem sabe incentivar alguém a ler:



NOTAS DE UM VELHO SAFADO
Charles Bukowski

Em NOTAS DE UM VELHO SAFADO, a América tem uma cara de 50 anos, corpo de 18 e desfila de calcinha rosa claro e salto alto na madrugada corrosiva de Los Angeles. A América é um sapatão furioso com uma garra metálica no lugar da mão esquerda e não quer saber de transar com o Velho Safado. A América é uma deusa milionária com a qual ele se casa e da qual amargamente se separa. A América é uma prostituta, 150 quilos, um metro e meio de altura, que peida, uiva e destroça a cama quando goza. A América é também estudantes e revolucionários proferindo discursos inflamados em parques ensolarados de São Francisco no final da década de 60. A América é Neal Cassady dirigindo alucinadamente pelas ruas de Los Angeles, pouco tempo antes de morrer de overdose sobre os trilhos de uma ferrovia mexicana. A América é Jack Kerouac e Bukowski poetando na Veneza californiana.

NOTAS DE UM VELHO SAFADO forma um conjunto de histórias excepcionais saídas de uma vida violenta e depravada, horrível e santa . Não podemos lê-lo e seguir sendo os mesmos.


NUMA FRIA
Charles Bukowski

Charles Bukowski nasceu na Alemanha em 1920 e morreu nos Estados Unidos em 1994. Veio para a América com dois anos e tornou-se um dos maiores poetas e ficcionistas dos Estados Unidos. Santo padroeiro dos bêbados escritores, escreveu, entre outros clássicos, Cartas na rua, Mulheres, Crônica de um amor louco, Fabulário geral do delírio cotidiano, Notas de um velho safado, Hollywood (argumento do filme Barfly, direção de Barbet Schroeder, com Mickey Rourke e Faye Dunaway), a novela Pulp e o O capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio, livro confessional e seu último trabalho publicado antes de morrer. Sua obra poética é vasta e jamais foi traduzida no Brasil. A diferença entre Bukowski e outros malditos é que ele não foi um mártir, nem um anjo caído. Às vezes, quando cai, cai atirando, sem autopiedade. Alguns de seus diálogos são memoráveis, e a violência de sua linguagem geralmente oculta uma indisfarçável ternura pelos perdedores e excluídos. Numa fria é Bukowski puro: uma preciosa coletânea de contos, gênero ao qual ele se dedicou mais intensamente.


MISTO-QUENTE
Charles Bukowski

O que pode ser pior do que crescer nos Estados Unidos da recessão pós-1929? Ser pobre, de origem alemã, ter muitas espinhas, um pai autoritário beirando a psicopatia, uma mãe passiva e ignorante, nenhuma namorada e, pela frente, apenas a perspectiva de servir de mão-de-obra barata em um mundo cada vez menos propício às pessoas sensíveis e problemáticas. Esta é a história de Henry Chinaski, o protagonista deste romance que é sem dúvida uma das obras mais comoventes e mais lidas de Charles Bukowski (1920-1994).
Verdadeiro romance de formação com toques autobiográficos, Misto-quente (publicado originalmente em 1982) cativa o leitor pela sinceridade e aparente simplicidade com que a história é contada. Estão presentes a ânsia pela dignidade, a busca vã pela verdade e pela liberdade, trabalhadas de tal forma que fazem deste livro um dos melhores romances norte-americanos da segunda metade do século 20. Apesar de ser o quarto romance dos seis que o autor escreveu e de ter sido lançado quando ele já contava mais de sessenta anos, Misto-quente ilumina toda a obra de Bukowski. Pode-se dizer: quem não leu Misto-quente, não leu Bukowski.


MELHOR DE HAGAR O HORRÍVEL VOL 2, O
Dik Browne

O mais famoso viking do planeta está de volta às livrarias brasileiras. Criado em 1973 como uma sátira ao mito do viking poderoso e corajoso, Hagar é um guerreiro que quer mais é salvar a pele nas batalhas e poder beber tranqüilamente a sua cerveja. Sempre com seu escudo à mão, Hagar volta para casa das duras guerras para obedecer à mulher, Helga, uma legítima mulher bárbara de pulso firme, para controlar os ímpetos sexuais e casadoiros da filha Honi, já adulta, e para as ânsias existencialistas do filho caçula, Hamlet. Hagar, o horrível – 2 traz mais de 250 tiras que fazem uma releitura bem-humorada e às vezes ferina sobre guerreiros, monstros marinhos, bruxos e outras figuras medievais.

As tiras de Hagar são veiculadas em 1,4 mil jornais em todo o mundo, traduzidas em 13 idiomas e lidas em 58 países. Dick Browne (1917- 1989) é o único cartunista do mundo que recebeu o prêmio The Reuben, Oscar das artes cômicas.


MELHOR DE HAGAR O HORRÍVEL VOL 3, O
Dik Browne

O mais adorável bárbaro da literatura e dos quadrinhos acaba de ganhar roupagem nova: o personagem Hagar, do cartunista Dik Browne, está completando 30 anos de existência e sendo reeditado dentro da coleção L&PM POCKET. Criado em 1973 como uma sátira ao mito do viking poderoso e corajoso, Hagar é um guerreiro que quer mais é salvar a pele nas batalhas e poder beber tranqüilamente a sua cerveja. Sempre com seu escudo à mão, Hagar volta para casa das duras guerras para obedecer à mulher, Helga, uma legítima mulher bárbara de pulso firme, para controlar os ímpetos sexuais e casadoiros da filha Honi, já adulta, e para as ânsias existencialistas do filho caçula, Hamlet. Hagar, o horrível – 3 traz centenas de tiras que fazem uma releitura bem-humorada e às vezes ferina sobre guerreiros, monstros marinhos, bruxos e outras figuras medievais.



Para fechar, mais um Hagar:

sexta-feira, julho 28, 2006

texto n° x+2

Continuando a usar a funcao mais nobre do blog - textos. Por trás desse layout bonitinho existe uma idéia muito forte.

Na verdade existe idéia forte porra nenhuma, mas vou continuar a escrever assim mesmo.

Até poderia fazer uma votacao sobre quais temas deveriam ser expostos aqui, mas como é um monólogo mesmo, foda-se. Vou escrever sobre o que der na telha.

ESPERA AÍ!!! NAO VAMOS USAR PALAVRAS DE BAIXO CALAO!

Certo, "Jesus" tá de olho em todo mundo! Mas como deixei de acreditar na bíblia no momento em que acendi (mas nao traguei) um baseado com uma de suas páginas, nao acredito mais nessa balela.

Mas, respeito quem acredita. Respeito "naquelas" - respeito se nao vier me encher o saco, querendo me converter.

ah.... palavras de baixo calao de novo... que maldicao!

Bem, vamos ao que interessa: texto.

Esse título "n° x+2" é algo genérico que vou comecar a usar agora. Sempre achei chato dar títulos nas redacoes que fazia no colégio. Entao como já foram publicados vários textos, resolvi usar o X como um valor abstrato e o +2 como uma numeracao dessa nova fase do blog.

"Nova fase". Ok, forcei a barra - mas vamos manter esse padrao assim mesmo.

Escrevi tanto até agora e ainda nao consegui chegar no tal texto...

Ok, vamos lá:

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O tema de hoje é Hipocrisia!

citando o dicionário Aurelio:

[Do gr. hypokrisía.]
S. f.
1. Afetação duma virtude, dum sentimento louvável que não se tem.
2. Impostura, fingimento, simulação, falsidade.
3. Falsa devoção.

====

Existem muitas coisas no mundo que me agradam, e existem muitas coisas que me irritam. A hipocrisia é uma das que irritam.

Por favor nao confundam hipocrisia com diplomacia. Tem situacoes que pedem um certo tipo de comportamento maleável. Isso é normal.

Hipocrisia no meu ver é ter gente que vc nao encontra faz anos, de repente aparecer digitalmente (MSN, ICQ, Orkut, etc) e forcar uma intimidade perdida. Mandam abracos, dizem que estao com saudades, mas no fundo nao fazem idéia nenhuma do que vc está vivendo, comendo, bebendo, escutando, etc.

Teve gente que reencontrei virtualmente e que nem sabia que estou fora do Brasil quase 3 anos. E ainda pedem favores - tipo cartas, postais, roupas, dicas, favores, favores e favores.

ISSO é um exemplo de hipocrisia - forcacao de uma pseudo-amizade, que nao existia nem quando estava morando na mesma cidade/pais.

Mas a hipocrisia vai muito além disso.

Tem gente que usa dois pesos e duas medidas.
Teve gente que me cobrou um certo tipo de comportamento, que nao aplicou na sua vida;
Teve gente que me julgou, sobre coisas que aprovaram em outros;
Teve gente que me pediu de volta presentes dados nas juras do calor do momento;
Tem gente gosta de tirar fotos rindo - fingindo uma felicidade forcada;
Tem gente quer ter escrito na testa a palavra BALADA - SUCESSO, mesmo sendo artificial;
Tem gente que quer a todo custo passar uma mensagem de divertimento, mesmo chorando sozinho(a) no seu quarto;

Muita gente gosta de morder e assoprar.

Para isso serve a definicao que escrevi mais acima: hipocrisia.

Nao obrigado, já tenho um estoque cheio na minha estante. Ainda tento jogar ela fora, mas confesso que é pesada...

Um dia consigo, pelo menos venho tentando.

quinta-feira, julho 27, 2006

politica

O que está faltando nesse blog é ser um "verdadeiro blog".

Já faz tempo que só vem cumprindo a missao de ser um relatório pra família, de eventos especiais, etc. Blog tem que ser mais dinâmico! Entao decidi romper essa barreira formal e usar a sua funcao primitiva.

O assunto de hoje. Hoje nao, de agora vai ser a notícia que acabo de ler:

"Ex-presidente Itamar Franco oficializa apoio à candidatura de Geraldo Alckmin"

Na boa, quem é Itamar Franco, para ter algum destaque na Folha de Sao Paulo???

Itamar Franco é um cretino fudido, que só subiu na presidencia como vice do Collor - derrubado. A única coisa que ele fez no mandato tampao foi lancar o Fernando Henrique, entao ministro da Fazenda, e aparecer do lado de uma vagabunda sem calcinha no carnaval.

Que imagem bonita: o presidente da república das bananas, babando em cima de uma vagabunda sem calcinha!! Viva la cucaracha!!!!!!!

O pior é que por ter ficado sentado comendo pao de queijo e sendo fotografado ao lado de vagabundas em calcinha, tem uma "moral" com a imprensa.

"O Itamar quer ser candidato" "O Itamar nao gosta de xxxx" "O Itamar vai apoiar o picolé-de-xuxú pra presidente"


Na boa, quero mais que esse cretito morra como o medíocre que sempre foi.
(poderia até dizer "que morra e arda no inferno", mas ninguém é mais crianca para acreditar nesse papo de deus e capeta...)


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É issoae, revitalizando o blog da villa!!! Embora seja um monólogo comprovado...

terça-feira, julho 25, 2006

Companheiras



Companheiras da noite!
(isso aqui já está virando um fotolog)

quarta-feira, julho 12, 2006

Deutschland

Com a copa, surgiram algumas promocoes aqui na Alemanha. Uma delas foi o "Weltmeister-Pass", que era um ticket de trem (todos os tipos) que valia ilimitadamente de 7/06 a 11/07.

Como só os 3 jogos que tinha tickets já iria sair quase esse valor, comprei esse VM-Pass e aproveitei para viajar para os quatro cantos da Alemanha.



Nao dá para colocar todas as fotos aqui, entao decidi escolher 2 por cidade. Ainda faltam algumas cidades, mas essas já estao valendo. (Clique nas fotos para ver em tamanho maior)



Strasbourg (France) - 25/06/2006






München - 26/06/2006







Nürnberg - 02/07/2006






Leipzig - 08/07/2006







Dresden - 08/07/2006







Köln - 11/07/2006






Düsseldorf - 11/07/2006







Como falei antes, ainda faltam algumas cidades, mas fica para outra hora. Abaixo tem o mapa das cidades que fiz com esse VM-Pass, para quem quiser saber onde elas ficam no mapa:




Deixo como destaque "beleza": Dresden, Nürnberg e Strasbourg;

e como destaque "cidade": Berlin e Köln.

.

A foto que era para a capa (Brasil x França)

Embora um pouco tarde, aqui segue o "relatório" do fatídico jogo contra a Franca, dia 01/07/2006 em Frankfurt.

Tinha tudo para ser um grande dia. Revanche! Ainda nao esqueco a final da copa de 1998 - bem no dia do meu aniversário - churrasco e cerveja - e deu no que deu...

O dia tinha comecado legal, saimos de Darmstadt para Frankfurt, eu + Thiago + Bruno. No trem encontramos umas pernambucanas que nos emprestaram a "maquiagem" - a velha e boa informalidade brasileira!


Nos separamos na estacao de trem, pois elas iriam para o "Fan Fest" (local com teloes gigantes, em todas as cidades-sede da copa) e nós iriamos ver o espetáculo ao vivo!

Já no metrô, encontramos um japonês apoiando o Brasil. Conversa vai, conversa vem, o cara tira do bolso fotos da final de 2002. E nos deu de presente umas pulserinhas verde-amarela escrito Brazil (dá para ver na foto).


Chegando no estádio, era a alegria do torcedor. A Argentina tinha sido eliminada no dia anterior e já tinha gente com o caixao fabricado! Aproveitei e tirei uma foto, depois de ter dado uns tapas no caixao também. ;-)

Essa foi a legítima "alegria de pobre", pois fomos eliminados em seguida também. Mas pelos menos tivemos 24h de gozacao sobre los hermanos.


Já do lado de dentro, encontramos uns franceses "pintados", depois de uma gozacao básica, tiramos uma foto juntos - Fair Play!


Bem, a partida voces sabem como foi... Perdemos mais uma vez para os franceses... Depois do jogo só nao queria encontrar a "minha versao" francesa, pois antes enchi o saco pra caralho da galera gritando: "Adieu France" "au revoir les enfants" "guillotine" e por ai vai...

Depois do jogo só restou dizer "Bon Chance" (parabéns) aos franceses. Ainda deu para tirar uma foto com uma torcedora francesa bem bonitinha - tudo no clima Fair Play (o Bruno ainda está me devendo essa foto).

Para fechar o post, segue a Foto que era para a capa: